{"id":18958,"date":"2026-02-26T12:58:14","date_gmt":"2026-02-26T15:58:14","guid":{"rendered":"https:\/\/prefeitosegovernantes.com.br\/?p=18958"},"modified":"2026-02-26T12:58:14","modified_gmt":"2026-02-26T15:58:14","slug":"cidade-do-rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-cais-do-valongo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribalmidia.com.br\/?p=18958","title":{"rendered":"Cidade do Rio completa 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cidade do Rio de Janeiro relembra, nesta quinta-feira (26\/2), o reencontro com um marco fundamental de sua identidade e da hist\u00f3ria global: os 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo. Identificado em 2011 durante as escava\u00e7\u00f5es das obras de revitaliza\u00e7\u00e3o do Porto Maravilha, o s\u00edtio arqueol\u00f3gico \u2014 reconhecido como Patrim\u00f4nio Mundial pela Unesco em 2017 \u2014 \u00e9 o s\u00edmbolo da Di\u00e1spora Africana nas Am\u00e9ricas. O porto teria sido o local de chegada de mais de 1 milh\u00e3o de homens, mulheres e crian\u00e7as africanos para serem escravizados, em um dos epis\u00f3dios mais cru\u00e9is da hist\u00f3ria da humanidade. Desde ent\u00e3o, o espa\u00e7o reafirma sua import\u00e2ncia como centro de mem\u00f3ria e educa\u00e7\u00e3o: escolas municipais e privadas utilizam o Circuito Hist\u00f3rico e Arqueol\u00f3gico da Celebra\u00e7\u00e3o da Heran\u00e7a Africana como ferramenta pedag\u00f3gica, e a comunidade cient\u00edfica encontra no achado fonte inesgot\u00e1vel para novas pesquisas sobre o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta em 2011 projetou a visibilidade da contribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o africana e seus descendentes na forma\u00e7\u00e3o da identidade cultural do Rio de Janeiro. O Cais do Valongo est\u00e1 no desenho da Pequena \u00c1frica, bem onde 15 anos depois a Prefeitura lan\u00e7a o projeto Pra\u00e7a Onze Maravilha.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 O projeto de lei enviado \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores revitaliza o ber\u00e7o do samba e do Carnaval, integrando urbanismo e habita\u00e7\u00e3o social em uma \u00e1rea que sofreu sucessivos apagamentos hist\u00f3rico \u2013 lembra o secret\u00e1rio municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A opera\u00e7\u00e3o que pretende reconectar a Pequena \u00c1frica, unindo Pra\u00e7a Onze, Cais do Valongo e Samb\u00f3dromo, traz n\u00fameros robustos: expectativa de investimento de R$ 1,75 bilh\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de 38 mil unidades residenciais para atrair mais de 100 mil novos moradores nos pr\u00f3ximos 25 anos. As obras v\u00e3o demolir o Viaduto 31 de Mar\u00e7o e erguer a nova Biblioteca dos Saberes, com assinatura do arquiteto vencedor do pr\u00eamio Pritzker, Di\u00e9b\u00e9do Francis K\u00e9r\u00e9, potencialmente um dos principais equipamentos culturais do Rio nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Memorial mudou o projeto vi\u00e1rio na Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Constru\u00eddo em 1811, o cais ficava afastado do Centro, na antiga Freguesia de Santa Rita, com o objetivo de ocultar as condi\u00e7\u00f5es degradantes do tr\u00e1fico de pessoas escravizadas, um dos pilares da economia brasileira \u00e0 \u00e9poca. Operou legalmente at\u00e9 1831, quando a atividade foi proibida internacionalmente \u201cpara ingl\u00eas ver\u201d. Mas a atividade prosseguiu clandestinamente por anos at\u00e9 as reformas estruturais que ocultaram os vest\u00edgios dessa hist\u00f3ria. Em 1843, ganhou est\u00e1tuas gregas e passou por obras para ser rebatizado como Cais da Imperatriz, com a finalidade de recepcionar Teresa Cristina, vinda da Europa, para se casar com Dom Pedro II. Posteriormente, em 1911, foi novamente soterrado durante as reformas urban\u00edsticas do prefeito Pereira Passos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desenterrado um s\u00e9culo depois de seu \u00faltimo soterramento, o cais foi preservado como memorial a c\u00e9u aberto para visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica em acordo entre a Prefeitura e lideran\u00e7as do movimento negro. Com a descoberta do s\u00edtio, o projeto vi\u00e1rio do Porto Maravilha para a Rua Bar\u00e3o de Tef\u00e9, que previa duas m\u00e3os de dire\u00e7\u00e3o, foi ent\u00e3o alterado para m\u00e3o \u00fanica. Assim, o Cais do Valongo tornou-se o eixo central do Circuito Hist\u00f3rico e Arqueol\u00f3gico da Celebra\u00e7\u00e3o da Heran\u00e7a Africana, sinalizado pela Prefeitura, que possui marcos como Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, Pedra do Sal, Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Dep\u00f3sito e o Centro Cultural Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. Em parceria entre a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o (SME) e o Instituto Pretos Novos (IPN), o circuito tornou-se uma ferramenta educativa viva, levando todos os anos milhares de alunos da rede municipal para conhecer de perto a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Laborat\u00f3rio aberto pode ser visitado gratuitamente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bem em frente ao Cais do Valongo, o galp\u00e3o hist\u00f3rico Docas Andr\u00e9 Rebou\u00e7as (anteriormente chamado Docas Dom Pedro II, rebatizado assim em 2025) guarda o material retirado das interven\u00e7\u00f5es, que foi coletado, documentado e hoje est\u00e1 sob a responsabilidade do Laborat\u00f3rio Aberto de Arqueologia Urbana (Laau), mantido pelo Instituto Rio Patrim\u00f4nio da Humanidade (IRPH), vinculado \u00e0 Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU). Desde 2014, a Prefeitura investiu mais de R$ 20 milh\u00f5es na conserva\u00e7\u00e3o, pesquisa e guarda de um acervo monumental de 1,5 milh\u00e3o de achados arqueol\u00f3gicos que tem atra\u00eddo pesquisadores internacionais, turistas e escolas, consolidando-se como um centro de refer\u00eancia mundial.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 O Cais do Valongo \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de um acervo monumental cuidado com rigor t\u00e9cnico no Laau. Nesses 15 anos, transformamos o que estava soterrado em conhecimento cient\u00edfico de relev\u00e2ncia mundial. Nosso desafio e compromisso no IRPH \u00e9 manter essa salvaguarda ativa, conectando o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico \u00e0s novas interven\u00e7\u00f5es urbanas, garantindo que a moderniza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o caminhe lado a lado com a preserva\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica \u2013 afirmou a presidente do IRPH, Laura Di Blasi.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IRPH \u00e9 membro do Comit\u00ea Gestor do S\u00edtio Arqueol\u00f3gico Cais do Valongo \u2013 Patrim\u00f4nio Mundial pela Unesco, institu\u00eddo pela Portaria IPHAN n\u00ba 88, de 20 de mar\u00e7o de 2023, representado pela equipe da Ger\u00eancia de Arqueologia \u2013 GAR.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o abriga desde pequenos objetos do cotidiano dos antigos moradores da \u00e1rea at\u00e9 grandes estruturas, como canh\u00f5es, \u00e2ncoras e mobili\u00e1rio urbano de diferentes \u00e9pocas. O pr\u00f3prio pr\u00e9dio, projetado pelo engenheiro Andr\u00e9 Rebou\u00e7as, carrega forte simbolismo: \u00e0 \u00e9poca, para liderar a obra que modernizou o porto e substituiu os antigos trapiches por galp\u00f5es \u00e0 beira-mar, Rebou\u00e7as teria se recusado a utilizar m\u00e3o de obra escravizada. Interessados em fazer uma visita gratuita guiada podem agendar data e hor\u00e1rio via telefone (21 2088-1479) ou pelo e-mail arqueologia.patrimoniocultural.smdue@prefeitura.rio. O p\u00fablico tamb\u00e9m pode conferir de perto o trabalho dos arque\u00f3logos da Prefeitura por meio de janelas de vidro que d\u00e3o acesso ao laborat\u00f3rio de pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Local: Laborat\u00f3rio Aberto de Arqueologia Urbana (LAAU) \u2013 Rua Bar\u00e3o de Tef\u00e9, 75, Sa\u00fade.&nbsp; Visita\u00e7\u00e3o: segunda a sexta, das 9h \u00e0s 17h (mediante agendamento)<br>Contatos para agendamento: (21) 2088-1479 | arqueologia.patrimoniocultural.smdue@prefeitura.rio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: <a href=\"https:\/\/prefeitura.rio\/desenvolvimento-urbano-e-licenciamento\/cidade-do-rio-completa-15-anos-da-redescoberta-do-cais-do-valongo\/\">Prefeitura do Rio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade do Rio de Janeiro relembra, nesta quinta-feira (26\/2), o reencontro com um marco fundamental de sua identidade e da hist\u00f3ria global: os 15 anos da redescoberta do Cais do Valongo. 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