{"id":19611,"date":"2026-05-14T11:45:08","date_gmt":"2026-05-14T14:45:08","guid":{"rendered":"https:\/\/prefeitosegovernantes.com.br\/?p=19611"},"modified":"2026-05-14T11:45:08","modified_gmt":"2026-05-14T14:45:08","slug":"da-tradicao-ao-futuro-pontoes-de-cultura-conectam-saberes-diversidade-e-justica-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribalmidia.com.br\/?p=19611","title":{"rendered":"Da tradi\u00e7\u00e3o ao futuro: Pont\u00f5es de Cultura conectam saberes, diversidade e justi\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>De Corumb\u00e1 ao Sul do pa\u00eds, redes culturais articulam territ\u00f3rios, preservam mem\u00f3rias e constroem respostas coletivas para desafios contempor\u00e2neos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em diferentes regi\u00f5es do Brasil, os Pont\u00f5es de Cultura v\u00eam assumindo um papel estrat\u00e9gico na articula\u00e7\u00e3o de redes culturais, conectando iniciativas locais, fortalecendo territ\u00f3rios e ampliando o alcance das pol\u00edticas p\u00fablicas. Mais do que espa\u00e7os de apoio, esses Pont\u00f5es funcionam como estruturas vivas de articula\u00e7\u00e3o, onde cultura, meio ambiente, educa\u00e7\u00e3o e cidadania se encontram e se fortalecem mutuamente.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Mato Grosso do Sul, essa atua\u00e7\u00e3o ganha forma na experi\u00eancia de M\u00e1rcia\u00a0Rolon, fundadora e diretora art\u00edstica do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano. Para ela, o papel do Pont\u00e3o vai muito al\u00e9m da organiza\u00e7\u00e3o de atividades culturais. \u201cO Pont\u00e3o de Cultura \u00e9 um grande hub. Tem um papel fundamental de articula\u00e7\u00e3o, escuta, forma\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o. Ele atua como um elo entre os Pontos e Pont\u00f5es de Cultura, fortalecendo a rede no territ\u00f3rio, promovendo encontros, trocas de experi\u00eancias e apoiando a organiza\u00e7\u00e3o coletiva\u201d, afirma.\u00a0<img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"767\" width=\"1154\" src=\"https:\/\/www.gov.br\/cultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/da-tradicao-ao-futuro-pontoes-de-cultura-conectam-saberes-diversidade-e-justica-climatica\/marciarolon.png\/@@images\/10bed8d1-3f75-4f7c-b52b-c66d2e59d562.png\" alt=\"Foto: Arquivo\"><em>Foto: Arquivo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa l\u00f3gica de conex\u00e3o se concretiza na pr\u00e1tica cotidiana, especialmente em territ\u00f3rios marcados por dist\u00e2ncias geogr\u00e1ficas e diversidade cultural. \u201cNosso papel \u00e9 ser um n\u00f3 articulador, conectando pessoas, organiza\u00e7\u00f5es, comunidades e a\u00e7\u00f5es culturais em rede. Cada territ\u00f3rio tem sua realidade, sua cultura, sua forma de fazer, e o nosso papel \u00e9 criar pontes para que essas experi\u00eancias se encontrem, se reconhe\u00e7am e se fortale\u00e7am mutuamente\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No contexto do Pantanal, a atua\u00e7\u00e3o cultural se entrela\u00e7a diretamente com o debate sobre justi\u00e7a clim\u00e1tica. \u201cEstamos dentro da maior plan\u00edcie alagada do planeta, olhamos o subir e descer das \u00e1guas diariamente e sentimos a dor das queimadas. Por meio da forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e da produ\u00e7\u00e3o cultural, buscamos sensibilizar crian\u00e7as, jovens e comunidades para os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, destaca. Segundo M\u00e1rcia, a cultura tem papel central na constru\u00e7\u00e3o de novas formas de rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio. \u201cN\u00f3s acreditamos na transforma\u00e7\u00e3o por meio da arte para construir uma rela\u00e7\u00e3o de respeito e equil\u00edbrio com esse meio que \u00e9 nosso.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Distrito Federal, a experi\u00eancia do Teatro Mapati, conduzida por Tereza&nbsp;Padilha, refor\u00e7a a import\u00e2ncia da continuidade das a\u00e7\u00f5es culturais e da constru\u00e7\u00e3o de redes locais. A proximidade com a comunidade \u00e9 um dos pilares dessa atua\u00e7\u00e3o. \u201cTemos um forte contato com a escola p\u00fablica que fica bem em frente ao Mapati e com isso conseguimos promover a cultura local com apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o junto \u00e0 comunidade\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atua\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o dialoga diretamente com os princ\u00edpios da Cultura Viva ao promover inclus\u00e3o e acesso \u00e0s artes. \u201cExiste no Mapati um hist\u00f3rico muito grande de participa\u00e7\u00e3o social e inclus\u00e3o, promovendo a democracia do acesso \u00e0s artes para todas as pessoas. Isso reflete os ideais da pol\u00edtica dos Pontos de Cultura e da Cultura Viva\u201d, afirma.\u00a0<img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"767\" width=\"1154\" src=\"https:\/\/www.gov.br\/cultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/da-tradicao-ao-futuro-pontoes-de-cultura-conectam-saberes-diversidade-e-justica-climatica\/terezapadilhamapati1.png\/@@images\/90a79396-b5aa-4a3b-a776-7ed5404de679.png\" alt=\"Tereza Padilha. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\"><em>Tereza Padilha. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma\u00e7\u00e3o continuada aparece como eixo estruturante dessa atua\u00e7\u00e3o. \u201cA a\u00e7\u00e3o continuada \u00e9 essencial para o desenvolvimento cultural e social. Ela fortalece a identidade cultural, promove inclus\u00e3o e diversidade e desenvolve habilidades que impactam diretamente na autoestima e na vida das pessoas\u201d, destaca. Segundo Tereza, esse processo tamb\u00e9m fortalece os v\u00ednculos comunit\u00e1rios. \u201cCada comunidade passa a ter mais troca, mais conex\u00e3o, mais coes\u00e3o social. Isso fortalece os la\u00e7os e renova constantemente a forma\u00e7\u00e3o cultural no territ\u00f3rio.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na regi\u00e3o Sul, iniciativas como o Coletivo Abrigo demonstram como a cultura pode atuar de forma integrada com educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Em Porto Alegre, o coletivo desenvolve a\u00e7\u00f5es em territ\u00f3rios impactados por processos hist\u00f3ricos de exclus\u00e3o e, mais recentemente, por enchentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA nossa atua\u00e7\u00e3o se d\u00e1 a partir da presen\u00e7a. Acreditamos que, antes de qualquer projeto, existe escuta, v\u00ednculo e compromisso com o territ\u00f3rio e as pessoas que vivem ali\u201d, afirma Tiago Santos, diretor executivo da organiza\u00e7\u00e3o.\u00a0<img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"767\" width=\"1154\" src=\"https:\/\/www.gov.br\/cultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/da-tradicao-ao-futuro-pontoes-de-cultura-conectam-saberes-diversidade-e-justica-climatica\/tiagosantos.png\/@@images\/f2f2d02c-f322-47d2-b2a1-59683835fc3a.png\" alt=\"Tiago Santos. Foto: Poliana Einsfeld \/ Coletivo Abrigo \"><em>Tiago Santos. Foto: Poliana Einsfeld \/ Coletivo Abrigo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dessa l\u00f3gica, a cultura se torna ferramenta de reconstru\u00e7\u00e3o social. Um dos principais projetos do coletivo, o Museu Louvre da Periferia, exemplifica esse impacto ao transformar o territ\u00f3rio em um espa\u00e7o de mem\u00f3ria e pertencimento. \u201cEm um contexto de territ\u00f3rios estigmatizados, ressignificar esses lugares \u00e9 devolver pertencimento e dignidade para quem ali vive\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impacto dessas a\u00e7\u00f5es pode ser percebido em hist\u00f3rias concretas. \u201cUma moradora contou que viu sua rua na televis\u00e3o e disse: \u2018\u00e9 ali que eu moro\u2019. Ela disse que nunca tinha falado com tanto orgulho do lugar onde vivia\u201d, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da dimens\u00e3o simb\u00f3lica, o trabalho tamb\u00e9m articula forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento local. \u201cOrganizamos cursos, forma\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas em parceria com escolas. A arte e a educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o aliadas no projeto de desenvolvimento integral das comunidades\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa articula\u00e7\u00e3o entre cultura e reconstru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos sociais se torna ainda mais evidente em contextos de crise. \u201cDepois de uma enchente, o territ\u00f3rio n\u00e3o precisa s\u00f3 de infraestrutura, precisa reconstruir o sentido de comunidade. A cultura entra a\u00ed de forma muito concreta\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras iniciativas da regi\u00e3o Sul, como a&nbsp;Assophia&nbsp;e a Associa\u00e7\u00e3o dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul, refor\u00e7am o papel da cultura na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e na valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de identidades e para o fortalecimento dos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao conectar essas experi\u00eancias, os Pont\u00f5es de Cultura ampliam o alcance das a\u00e7\u00f5es culturais e fortalecem uma rede nacional que atua diretamente nos territ\u00f3rios. Esse movimento ganha ainda mais for\u00e7a em espa\u00e7os como a&nbsp;6\u00aa Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que, nas palavras de M\u00e1rcia&nbsp;Rolon, representa \u201co nosso encontro de olhares, o momento de escuta e de constru\u00e7\u00e3o coletiva\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Teia Nacional \u00e9 a rede frente a frente. \u00c9 o momento de se reconhecer dentro do fazer cultural do outro, de fortalecer os n\u00f3s dessa rede e de reafirmar a Cultura Viva como uma pol\u00edtica constru\u00edda a partir dos territ\u00f3rios\u201d, afirma. Ao reunir experi\u00eancias diversas \u2014 do Pantanal \u00e0s periferias urbanas do Sul \u2014, a Teia evidencia que a cultura \u00e9 um elemento central na constru\u00e7\u00e3o de respostas coletivas para desafios contempor\u00e2neos, incluindo a justi\u00e7a clim\u00e1tica, a inclus\u00e3o social e o fortalecimento das identidades culturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rede Nacional de Cultura Viva&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o Brasil conta com mais de 15,5&nbsp;mil organiza\u00e7\u00f5es reconhecidas como pontos de cultura, que podem acessar pol\u00edticas p\u00fablicas de fomento \u00e0 cultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cadastro Nacional de Pontos e Pont\u00f5es de Cultura \u00e9 o principal instrumento da Pol\u00edtica Nacional de Cultura Viva (PNCV), que h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas fortalece iniciativas culturais comunit\u00e1rias e amplia o acesso a recursos p\u00fablicos para a\u00e7\u00f5es culturais realizadas nos territ\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordenado pelo Minist\u00e9rio da Cultura, o Cadastro Nacional de Pontos e Pont\u00f5es de Cultura alcan\u00e7ou organiza\u00e7\u00f5es reconhecidas em todo o pa\u00eds, presentes nos 26 estados e no Distrito Federal. Entre janeiro de 2023 e mar\u00e7o de 2026, foram emitidos mais de 10 mil certificados, um crescimento de 246,5% em rela\u00e7\u00e3o aos 4.329 certificados concedidos entre 2004 e 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espalhados por todo o territ\u00f3rio nacional, os Pontos de Cultura realizam atividades que v\u00e3o de oficinas art\u00edsticas e forma\u00e7\u00e3o cultural \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de festas populares, pesquisas sobre patrim\u00f4nio cultural e a\u00e7\u00f5es de valoriza\u00e7\u00e3o das identidades locais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teia Nacional\u2028\u2028&nbsp;<\/strong><strong>Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os dias 19&nbsp;a&nbsp;24 de maio de 2026, ser\u00e1 realizada a 6\u00aa Teia Nacional dos Pontos de Cultura, maior encontro da rede Cultura Viva no pa\u00eds. A edi\u00e7\u00e3o acontece em Aracruz (ES), marcando a retomada do evento ap\u00f3s 12 anos e, pela primeira vez, em territ\u00f3rio ind\u00edgena. Com o tema \u201cPontos de Cultura pela Justi\u00e7a Clim\u00e1tica\u201d, a Teia reunir\u00e1 agentes culturais, mestres e mestras das culturas populares, povos e comunidades tradicionais, gestores p\u00fablicos e representantes da sociedade civil de todas as regi\u00f5es do Brasil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, do Governo do Estado do Esp\u00edrito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comiss\u00e3o Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Esp\u00edrito Santo (Ifes), o Sesc, a TVE, Unesco e o programa&nbsp;IberCultura&nbsp;Viva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cultura\/pt-br\/assuntos\/noticias\/da-tradicao-ao-futuro-pontoes-de-cultura-conectam-saberes-diversidade-e-justica-climatica\">Minist\u00e9rio da Cultura<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Corumb\u00e1 ao Sul do pa\u00eds, redes culturais articulam territ\u00f3rios, preservam mem\u00f3rias e constroem respostas coletivas para desafios contempor\u00e2neos Em diferentes regi\u00f5es do Brasil, os Pont\u00f5es de Cultura v\u00eam assumindo um papel estrat\u00e9gico na articula\u00e7\u00e3o de redes culturais, conectando iniciativas locais, fortalecendo territ\u00f3rios e ampliando o alcance das pol\u00edticas p\u00fablicas. 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